A agência de classificação de risco S&P colocou as notas de crédito (ratings) do Banco de Brasília (BRB) em observação em razão do anúncio da compra de 58% do capital do Banco Master. Segundo a S&P, aspectos da transação e a estrutura de capital do novo conglomerado ainda são incertos, o que dificulta a avaliação do impacto que a operação terá para o banco público, controlado pelo governo do Distrito Federal. A concretização do negócio ainda depende do sinal verde do Banco Central (BC).
"Precisamos de uma maior clareza sobre a estrutura consolidada do grupo após a aquisição, além de detalhes sobre a reorganização do Banco Master, para estimar o impacto sobre a estrutura de capital, a exposição de risco e os perfis de negócio e de financiamento do BRB", dizem os analistas da agência de risco.
A nota global dada pela S&P ao BRB é B, e a classificação local é brA+/brA-1. Essas foram as notas colocadas sob observação nesta quinta-feira, 3. O Master não é avaliado pela S&P.
Ainda de acordo com a agência, a aquisição, se concluída, poderia gerar um desvio significativo dos fundamentos de crédito do BRB em relação às expectativas anteriores. As mudanças podem atingir a capitalização do banco e também os níveis de exposição de risco. Outro fator potencialmente complexo são os riscos envolvidos na integração dos bancos.
Os analistas da S&P observam ainda que nem todos os ativos do Master entrarão no pacote adquirido pelo BRB, com a exclusão dos precatórios, do banco Voiter, do Banco Master de Investimento e da KOVR Participações, entre outros. "No entanto, a aquisição pode incluir outros ativos cujo perfil de risco ainda é incerto para nós", diz a S&P.
Esses outros ativos podem incluir fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC), cerca de R$ 10 bilhões dos ativos totais do Master, e fundos multimercado, que somam R$ 8,1 bilhões.
A S&P destaca que o Master teve um forte crescimento nos últimos anos, baseado em aquisições, compra de ativos de alto risco e a emissão de títulos bancários com custo elevado. Já o BRB tem vantagem competitiva na base de captação mais barata e mais estável, mas viu seus índices de capital recuarem desde 2022 com o rápido crescimento da carteira de crédito.
Grandes bancos
Os grandes bancos privados querem apertar as regras de contribuição ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) - espécie de seguro para ressarcir clientes de bancos em casos de quebra - para instituições mais expostas. A proposta foi formulada ainda antes da oferta de compra do Master pelo BRB.
Os grandes bancos têm sugerido ao Banco Central que caia de 75% para 50% o volume de captação garantida pelo FGC que obriga uma instituição a fazer contribuições adicionais ao fundo. Além disso, os bancos querem aumentar a alíquota adicional de 0,01% dos depósitos garantidos pelo FGC para 0,10% do total. As informações foram antecipadas pela Folha de S.Paulo e confirmadas pelo Estadão/Broadcast.
O FGC recebe contribuições de todas as instituições financeiras, mas as maiores contribuições vêm dos grandes bancos. O fundo oferece uma garantia de até R$ 250 mil por CPF em caso de quebra de instituição bancária. Nos últimos anos, porém, cresceu o incômodo dos grandes bancos com o que consideram uso indevido da chancela do FGC para alavancar captações por instituições menores.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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