Governos reagiram nesta quinta-feira, 3, à imposição de novas tarifas comerciais pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que vai tomar "todas as medidas cabíveis" para defender o País e que não bate continência para nenhuma outra bandeira "que não seja a verde a amarela".
"É um país (o Brasil) que fala de igual para igual e respeita todos os países, dos mais pobres aos mais ricos, mas que exige reciprocidade no tratamento. Defendemos o multilateralismo e o livre comércio e responderemos a qualquer tentativa de impor protecionismo, que não cabe mais hoje no mundo", disse ele, durante evento que marcou os dois anos de governo. "Diante da decisão dos EUA de impor sobretaxa, tomaremos todas as medidas cabíveis para defender nossas empresas e trabalhadores brasileiros."
Na quarta-feira, 2, depois de passar pelo Senado, o projeto da chamada "Lei da Reciprocidade" foi aprovado também pela Câmara, e agora depende de sanção de Lula. Pela proposta, o Executivo fica autorizado, quando se tratar de defesa dos interesses nacionais, a suspender concessões comerciais e de investimentos e a reavaliar obrigações em acordos de propriedade intelectual.
Espanha
Já o governo da Espanha anunciou um pacote de ajuda de € 14,1 bilhões para minimizar os impactos internos das tarifas impostas por Trump sobre os produtos da União Europeia, que vão pagar sobretaxa "recíproca" de 20%.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, fez o anúncio durante uma entrevista à imprensa. "Ninguém sairá beneficiado disso. Por isso, pedimos mais uma vez que ele (Trump) reconsidere. Nossa mão está estendida. Mas não ficaremos de braços cruzados. A UE reagirá com proporcionalidade, unidade e firmeza."
O pacote espanhol inclui € 6 bilhões (R$ 37,2 bilhões) em empréstimos públicos para empresas afetadas pelas tarifas e mais € 400 milhões (R$ 2,47 bilhões) para fortalecer a indústria automotiva.
Canadá
Também o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, tratou ontem do tema. Ele disse que seu país vai reforçar os laços com outros parceiros comerciais. "Parceiros confiáveis são mais importantes do que nunca com as tarifas de Donald Trump", disse.
Ele adiantou já ter conversado com líderes como a presidente do México, Claudia Sheinbaum, o chanceler alemão, Olaf Scholz, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente francês, Emmanuel Macron.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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