As vendas do comércio varejista do Estado de São Paulo tiveram crescimento real de 9,9% em janeiro de 2025 na comparação anual, para R$ 116,7 bilhões, um recorde para o mês na série histórica iniciada em 2008. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).
A federação enfatiza que o faturamento se refere às receitas e não é sinônimo de lucro para o setor. A FecomercioSP aponta que o mercado de trabalho aquecido, com maior capacidade de consumo pelos indivíduos, colaborou para o resultado positivo do comércio varejista.
Os segmentos do setor que registraram crescimento no faturamento em janeiro e que contribuíram para o resultado geral do período são: lojas de vestuário, tecidos e calçados (13,4%); autopeças e acessórios (13,3%); farmácias e perfumarias (12,1%); outras atividades (11%); concessionárias de veículos (10,5%); supermercados (9,7%); lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (8,1%); e materiais de construção (5,1%).
Por outro lado, as lojas de móveis e decoração foram a única área com queda, de 3,3%, o que gerou uma pressão de 0,1 ponto porcentual no valor observado para o primeiro mês deste ano.
Perspectivas
A entidade comenta que, ao contrário do resultado positivo, a perspectiva para os três próximos meses é outra.
O atual contexto econômico é marcado por juros elevados - o patamar da Selic está em 14,25% ao ano - e inflação acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central - em fevereiro, o IPCA acumulado de 12 meses ficou em 5,06%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Diante desse cenário, a FecomercioSP acredita que no segundo trimestre haverá uma desaceleração no varejo paulista.
Cidade de São Paulo
A cidade de São Paulo também registrou alta anual nas vendas do comércio varejista em janeiro, de 9,3%, atingindo uma receita de R$ 35 bilhões. O valor é quase R$ 3 bilhões maior do que o resultado do mesmo período de 2024.
Na mesma base de comparação, sobre as atividades, a diferença com o Estado é que em todas as áreas foi observada alta no período.
Os setores de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (16,6%), outras atividades (12,3%) e autopeças e acessórios (10%) lideram o crescimento das vendas. Em seguida estão supermercados (9,5%), lojas de móveis e decoração (7,6%), farmácias e perfumarias (7,5%), concessionárias de veículos (7,4%), lojas de vestuário, tecidos e calçados (7,4%) e materiais de construção (4,6%).
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