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04/04/2025 - 08:59 Cabe a governo brasileiro negociar com os EUA para mitigar tarifas, afirma CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) considera precipitado avaliar agora eventuais perdas ou ganhos para o Brasil com o anúncio das tarifas recíprocas pelos Estados Unidos. Em nota técnica, a entidade destaca o fato de que novas tarifas podem ser impostas, caso o governo americano entenda que as medidas anunciadas não sejam eficazes. "Como a ordem executiva cita que eventual redução de medidas significativas para corrigir arranjos comerciais não recíprocos poderá diminuir ou limitar o escopo das tarifas impostas, cabe ao governo brasileiro seguir explorando a via negociadora com os EUA para buscar mitigar as tarifas anunciadas e alcançar benefícios mútuos para ambas as nações", defendeu a CNA na nota.

A confederação defende que instrumentos de proteção para medidas retaliatórias e barreiras unilaterais, com a lei da reciprocidade, devem ser adotados "apenas após o esgotamento dos canais diplomáticos". A CNA mencionou ainda que a alteração tarifária afeta todos os países, inclusive grandes exportadores de produtos agropecuários. E, por isso, tem "alto potencial de impacto" no comércio internacional.

Em relação ao Brasil, que será alvo de uma sobretaxa de 10% sobre os produtos que entrarem no território americano, a CNA destacou que os Estados Unidos são o terceiro principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro. Com a nova tarifa, as alíquotas nominais médias sobre os produtos do agronegócio brasileiro passarão a 13,9% ante 3,9% do valor do produto. "Apesar do acréscimo, o Brasil estará em uma posição melhor, se comparado aos casos em que os EUA importam produtos de mercados que contarão com taxas maiores, como é o caso dos bens da União Europeia que receberão sobretaxas de 20%", apontou a CNA.

Na nota, a CNA destacou que a participação dos EUA na pauta exportadora do agronegócio brasileiro ficou entre 6% e 7,5% nos últimos dez anos. "Isso evidencia um mercado consolidado para os produtos brasileiros, que apresenta relativa previsibilidade do ponto de vista geral", observou a CNA, citando que os produtos agropecuários respondem por cerca de 30% do total das exportações brasileiras aos Estados Unidos.

Quanto aos produtos agropecuários, o café verde é o principal item da pauta exportadora entre Brasil e Estados Unidos, seguido por celulose e suco de laranja. "A elevação das alíquotas de importação sobre estes produtos pode minar a competitividade do Brasil neste mercado, impactando os rendimentos do produtor. No caso do suco de laranja, os EUA contam com alguma produção no mercado doméstico, que seria muito favorecida em relação à alternativa brasileira", avaliou a CNA.

A CNA analisou ainda a capacidade de redirecionamento dos produtos do agronegócio brasileiro vendidos aos Estados Unidos por meio do grau de exposição de cada produto à economia americana através da aferição da participação do mercado americano no total das exportações de cada setor. A CNA classificou sebo bovino; obras de marcenaria ou carpintaria; madeira perfilada; outras substâncias proteicas; carne bovina industrializada e outros produtos de origem animal como itens com grau de exposição crítica, ou seja, aqueles em que o desvio para outros destinos é "praticamente impossível" dado o alto grau de dependência do mercado americano.

Produtos com alta exposição ao mercado americano encontrarão dificuldades para a absorção por outros mercados. São eles: óleo essencial de laranja; calçados de couro; madeira compensada ou contraplacada; móveis de madeira; madeira serrada; sucos de laranja; couros/peles de bovinos, preparados; painéis de fibras ou de partículas de madeira; café solúvel; café verde; álcool etílico, celulose e papel.

Já o fumo não manufaturado; açúcar refinado; carne bovina in natura e açúcar de cana em bruto, classificados como exposição leve ou moderada aos EUA, podem encontrar algumas oportunidades em outros mercados, mas ainda sentindo os impactos do tarifaço nos EUA, avaliou a CNA. Juntos, estes produtos citados respondem por 85% de tudo que o agronegócio exporta aos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo
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Fonte: Q10/Estadão Conteúdo
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