A Vero, uma das maiores provedoras de banda larga do País, está ampliando seu portfólio de serviços para consumidores e empresas. Com as novas ações, a companhia busca ir além da internet tradicional e se posicionar como uma plataforma ampla de telecomunicações e serviços digitais, seguindo a mesma cartilha adotada por Vivo, TIM e Claro, que dominam o mercado.
A partir de agora, os planos da Vero passarão a contar com mais de 70 opções de canais de televisão ao vivo, além de acrescentar ofertas de Disney Plus e NewCo (streaming da Band). A companhia já tem GloboPlay, Max, YouTube Premium e Paramount.
Com a ampliação dos serviços, as provedoras conseguem aumentar a receita média por usuário, atrair novos assinantes e reduzir as perdas da base. Há também otimização dos gastos de propaganda, porque as ações comerciais passam a ser feitas conjuntamente com os parceiros. Atualmente, 22% dos clientes da Vero já assinam algum serviço de vídeo. Na visão da empresa, há espaço para aumentar essa penetração.
No ano passado, a Vero lançou seus primeiros planos de internet móvel. O serviço é prestado a partir da infraestrutura de rede da TIM, com quem acertou uma parceria. De lá para cá, 10% dos clientes da Vero aderiram aos planos móveis. Em breve, a companhia vai lançar os planos do tipo "família", com possibilidade de compartilhamento de franquia.
Outra novidade será o pacote batizado de "Vero Mais", reunindo todos os itens do cardápio: banda larga, internet móvel, vídeo e outros serviços digitais. A empresa também oferecerá cashback em forma de pontos dentro do programa Vibe.
"Buscamos aproveitar essas oportunidades enormes para rentabilizar a base, ganhar novos assinantes e evoluir em nossa participação de mercado", afirma o presidente da companhia, Fabiano Ferreira, em entrevista exclusiva ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) antes do lançamento comercial do novo plano.
Com o mercado já bastante concorrido em banda larga e em internet móvel, a atração de clientes está cada vez mais difícil, o que motivou a Vero a ampliar a oferta de serviços como forma de faturar mais. "Ainda buscamos ter novos clientes, mas acreditamos que vamos crescer principalmente com mais penetração dos novos serviços", explica. "Por isso estamos buscando nos posicionar como uma plataforma ampla."
A Vero está em 425 cidades, totalizando 1,4 milhão de clientes no Brasil. A empresa se fundiu com a Americanet, em 2023, ganhando uma participação de mercado relevante. O grupo é controlado pelas gestoras de recursos Vinci Partners e Warburg Pincus.
Outra grande aposta da Vero é a prestação de serviço para empresas (B2B), segmento em que há menos concorrência do que no mercado para consumidores finais (B2C). "O B2B não chega a ser um mar azul, mas há uma competição menos intensa do que no B2C. Com novos serviços acreditamos que podemos crescer mais", diz Ferreira.
Dentro deste contexto, a companhia está ampliando os serviços de armazenamento e processamento de dados na nuvem, internet híbrida e gerenciamento remoto de dispositivos, entre outras soluções. O segmento empresarial representa 16% do faturamento total da Vero.
Crescimento
O presidente da Vero diz que a companhia busca o crescimento das operações por meio da expansão da própria rede bem como via aquisições de concorrentes, que seguem no radar.
O crescimento por meios próprios se dará pelo adensamento da cobertura em localidades onde a empresa já está presente, além de cidades e bairros nos entornos. A Vero tem parceria também para uso da rede de fibra ótica da V.tal.
Em paralelo, a Vero mantém negociações para aquisições, mas sem um desfecho à vista neste momento, pois a escalada dos juros dificultou esses processos. "Temos negociado e não temos tido sucesso. Estamos na mesa negociando hoje alguns M&As (fusões e aquisições, na sigla em inglês), mas não dá para garantir que algo vai acontecer", relata. "As negociações têm sido mais demoradas. A realidade macroeconômica mudou muito e há pressão de valuation". Isso quer dizer que a avaliação da empresa fica depreciada em função dos juros atos.
Para bancar o crescimento, a Vero captou R$ 1,6 bilhão no último ano por meio de duas emissões de debêntures incentivadas (que contam com incentivo fiscal). "Foram emissões para continuarmos crescendo. Hoje temos uma situação de caixa bastante privilegiada", diz Ferreira.
A Vero tinha R$ 917 milhões em caixa no fim de 2024 e uma alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda) de 3,1 vezes. Em 2024, a Vero teve receita de R$ 1,7 bilhão, 5% mais do que em 2023. A receita média por usuário avançou 3,7%, indo a R$ 112. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 854 milhões, alta de 6%.
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